sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Resenha: A Guerra dos Tronos - SEM SPOILER

A Guerra dos Tronos
Olá mais uma vez, livreiros! Hoje fiz uma resenha a mais, porque a anterior foi um pedido de um leitor, mas essa aqui... estou trazendo para vocês A Guerra dos Tronos de George R. R. Martin. É meu segundo livro preferido, só perde para o terceiro dessa mesma série que é muitíssimo conhecida mundialmente e realmente ótima! Não vou dar spoilers porque, além de ser muito ruim tomar spoiler da série (eu passei por isso, li tudo com spoilers!), é um livro enorme e vai ser muito chato eu ficar contando acontecimento por acontecimento.
O livro, como já devem ter uma ideia, é muito complexo. Há mais de mil personagens criados até agora e só nesse primeiro livro aparecem duzentos (sim, duzentos). Mas não se preocupe, nem todos terão uma grande participação a longo prazo.
Lorde Eddard 'Ned' Stark, senhor de Winterfell e protetor do Norte, recebe a visita do rei de Westeros Robert Baratheon e sua família. Robert pede a Ned para que ele seja a nova Mão do Rei, ou seja, o novo conselheiro do rei. Porém Eddard acaba descobrindo que a rainha Cersei e sua família, a casa Lannister, está conspirando contra o rei para roubar o trono. Ned se vê obrigado a proteger Robert, seu melhor amigo e também a sua família. Porém, na Muralha, uma barreira enorme de gelo que protege o reino dos selvagens, uma antiga ameaça ressurge: os Outros, criaturas malígnas e mortíferas que usam espadas de gelo. Do outro lado do reino, Viserys Targaryen, um dos últimos descendents do clã Targaryen - antigos reis de Westeros - e sua irmã Daenerys desejam voltar para o reino de onde foram exilados e tomar o trono para si.
Logo à princípio eu amei esse livro. A narrativa, os diálogos... muito perfeito! Sinceramente não sei por onde começar essa resenha, porque Martin criou um universo tão grande que é muito fácil se perder nele. A princípio, vou começar com o mundo: enorme, mas muitíssimo bem criado. Cada lugar tem sua cultura, seus aspectos físicos e climáticos, e todos têm seus momentos de atenção no decorrer dos textos. No primeiro livro, talvez não fale de todos os lugares, mas até o terceiro já temos uma boa noção de grande parte deles.
Em segundo ponto, a narrativa: ótima. Martin tem um estilo único de escrever que é indízivel, somente lendo para ter uma ideia. É muito fácil se deixar admirar pela sua escrita.
Terceiro: personagens. Todos, TODOS sem exceções são perfeitos, muito bem criados! Todos têm personalidades únicas, e até mesmo as meio estereotipadas nos admiram. Também não existem personagens completamente bons ou maus: grande parte é cinza, embora tenha alguns que favorecem mais a um lado do que outro.
Quarto ponto: realidade. A realidade no universo de Martin é enorme. Há muitas cenas de sexo, por isso é um livro adulto, violência ao extremo e xingamentos de baixo calão, mas isso não torna a série "apelativa" só por ter isso, pelo contrário. Cria uma realidade incrível na história.
Quinto ponto: trama. A trama é o ponto principal, e como sempre, incrível. Tramas políticas, traições, guerras... realmente muito interessante.
Sexto e último ponto: bem, não há como eu dar um nome para isso, mas se você for ler o primeiro livro, saiba que Martin não perdoa ninguém: qualquer um pode morrer, qualquer um MESMO. Isso torna o autor ainda mais imprevisível, mas nos deixa ainda mais viciados no texto.
Muita gente viu pontos negativos na história, mas eu sinceramente não vi nenhum. Muita gente fala que é monótono, mas eu creio que seja uma monotonia necessária - pelo menos nesse livro eu creio que sim. Outros falam da ausência de cenas de batalha, mas eu não vejo isso como um problema. Acho que Martin não quis escrever sobre isso, e sim, sobre tramas políticas, as armações da corte. Mas não que não tenha cenas de batalha, pelo contrário. Há várias, todas muito boas também, mas esse não é o foco principal do livro. E por fim, o aspecto mais reclamado da série: tamanho. Também não vi problemas, já que é uma série muito complexa e extensa demais.
Enfim, eu acho As Crônicas de Gelo e Fogo a melhor série que eu já li até hoje, e para mim ela é inesquecível. Não é uma leitura para qualquer um, confesso. Se você for ler, não espere flores, bondade e finais felizes. O proprio George disse uma vez que não se deve apegar a nenhum personagem, o que é difícil, mas infelizmente é verdade porque ele não poupa ninguém de tragédias.
É um livro inesquecível, mas não é uma leitura fácil: é cansativa, grande, mas vale muito a pena. Eu realmente tive momentos de amor e ódio com esse livro. Obrigatório para todo fã de fantasia medieval.
 
Nota: 5/5

Resenha: O Herói Perdido - SEM SPOILERS

O Herói Perdido
 
 
 
Olá mais uma vez, livreiros! Dessa vez venho trazendo a resenha de O Herói Perdido, de Rick Riordan! Felizmente vou escrevê-la sem spoilers porque além de eu não querer estragar a leitura de quem está querendo comprar o livro, eu o li já faz quase um ano e não me lembro de muita coisa. Agradeço ao Obito Greyjoy que deu a ideia para a resenha desse livro. =)
A história é a subsequente à saga Percy Jackson & Os Olimpianos, então, se vocês se lembram, em O Último Olimpiano Rachel Elizabeth Dare (a nova Oráculo) dita uma profecia que será a chave para a história dessa nova saga.
Porém, não é Percy, Annabeth e Grover que aparecem nesse livro, e sim, Jason, Piper e Leo, três meio-sangues recém reclamados que devem salvar Hera de uma força misteriosa. À princípio, Jason acorda sem memória atrás de um ônibus, e é aí que a aventura começa.
O que mais me chamou a atenção no livro foi o fato de ele estar escrito em terceira pessoa e com pontos de vista (POV's), o que eu achei bem interessante, sem falar que a escrita do Riordan melhorou bastante nesse livro. Mas não gostei dos personagens. Eles, na minha opinião, não foram bem criados, e sim, Riordan usou um padrão. Jason: perfeitinho; Piper: irritante e meio mimada; Leo: excluído e "coadjuvante".
Me irritei bastante com a Piper, achei ela muito, muito irritante e não consegui gostar dela. O Jason é o típico perfeitinho. Também não consegui gostar dele, embora ele tenha certo "carisma", mas ele não tem nenhum defeito! Parece que só sobrou para o Leo, que é o excluído da turma, e que logo me conquistou, tornando o meu preferido da saga. Infelizmente, eu achei que ele não teve toda a atenção que merecia no final.
Enfim, a história é longa em comparação com os livros da saga anterior, mas em nenhum momento eu achei ela enrolada, acho que correu muito bem, sem que se tornasse enjoativa e cansativa - pelo menos eu não me cansei lendo. Sem falar que há algumas revelações bem surpreendentes e as cenas de batalha ficaram de tirar o fôlego!
A escrita de Riordan mudou da água para o vinho, tornando-se bem melhor do que antes; a narrativa não cansa e é fluente, mas Rick só pecou (e muito!) nos personagens: ficaram muito estereotipados.
É um livro muito bom, quase obrigatório para todo(a) fã de Percy Jackson e eu me diverti muito lendo!
 
Nota: 4/5


Resenha: O Nome do Vento - COM SPOILERS

O Nome do Vento
 
 
Olá, livreiros! Venho trazer uma resenha do livro O Nome do Vento, livro escrito pelo Patrick Rothfuss. Eu queria trazer essa resenha sem spoilers, mas ela ficaria muito pequena e eu não ia explicar quase nada do livro.
A história conta a vida de Kvothe, uma lenda no universo d'Os Quatro Cantos, o mundo criado por Patrick Rothfuss. A escrita de Pat é impecável, tanto na terceira pessoa quanto na primeira, que é Kvothe contando sua vida.
Kvothe é um Edena Ruh, um membro de uma trupe itinerante de mesmo nome e que são desprezados pela sociedade, mas ele tem uma inteligência acima do normal. Kvothe logo conhece Abenthy, um arcanista que ensina a ele a simpatia. Logo após o Chandriano, uma criatura malígna - porém considerada por alguns como algo infantil -, matar a trupe de Kvothe, o rapaz corre atrás de respostas para saber quem é o Chandriano e por que ele age.
Ele chega à cidade de Tarbean, que na minha opinião, é uma das partes mais chatas do livro. É uma parte muito importante para o desenvolvimento da história, mas muito enrolada.
Finalmente, mudando de "cenário", Kvothe chega à Universidade. É outra parte monótona, mas não tanto quanto em Tarbean. Lá conhecemos os amigos de Kvothe, Willem e Simmon e seu arquinimigo: Ambrose, um nobre que faz de tudo para humilhar Kvothe. Também conhecemos Denna, uma garota por quem Kvothe é apaixonado, Feila, uma estudante muito inteligente e amiga de Kvothe e Devi, uma ex-aluna da Universidade que agora é uma espécie de agiota.
Enfim, o livro tem pontos negativos, que é a monotonia e (acho que só eu que penso assim, mas...) alguns nomes soam muito ruins. Eu sei que é algo estranho de se falar, mas eu acho que uma das coisas mais importantes em uma história de fantasia são os nomes, e alguns realmente não ficaram bons em O Nome do Vento.
É um livro muitíssimo bom. Antigamente eu não recomendaria, porém hoje eu recomendo, mas só pela história do Kvothe, porque a cultura criada por Pat é muitíssimo rica, mas infelizmente ela não é muito explicada nesse primeiro livro. Porém, a escrita de Rothfuss é viciante, linda de ler! Ele possui comparações maravilhosas, metáforas incríveis! Realmente é um autor "de peso" e se saiu muito bem na sua primeira obra.
O universo criado por Pat é lindo, algo completamente novo (embora não tenha tanto destaque nesse livro), mas não tem nada a ver com universos medievais como os de Senhor dos Anéis. É um universo folclórico, ao meu ver, com muitas lendas e supertições.
Porém, se você for ler, não espere um novo livro com a magnitude e a luxuosidade de Guerra dos Tronos, porque, se você for ler esperando algo desse porte, vai se decepcionar.
Não me levem a mal: é uma obra incrível, sim, mas acho que poderia prometer mais.
 
Nota: 4/5


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Resenha: Eu Sei o Que Você Está Pensando - SEM SPOILERS

Eu Sei o Que Você Está Pensando
 
 
Olá mais uma vez, livreiros! Não consegui me conter e tive que escrever mais uma resenha, dessa vez, do livro Eu Sei o Que Você Está Pensando, do John Verdon. O livro não é muito conhecido, mas eu li e adorei, por isso tive a vontade de trazer ele para cá. Dessa vez, vou escrevê-la sem spoilers, porque acho que dar spoilers desse livro é sacanagem porque o interessante dele é ler sem nenhum.
O livro é a estreia do John Verdon. Eu realmente não estava esperando algo tão bom assim, já que é o primeiro livro dele, mas me surpreendeu - e muito!
Verdon nos apresenta David Gurney, um detetive aposentado que recebe uma correspondência do seu antigo amido de escola, Mark Mellery. O início é meio maçante, sim, mas não demorou muito para que eu ficasse viciada na história. Mark recebeu uma carta de um homem que pediu a ele para pensar em um número de um à 1000, e quando Mark abriu o bilhete que acompanhava a carta, viu que realmente era o número que ele pensara.
À medida que eu ia lendo, eu teorizava juntamente com Gurney, um personagem muito cativante e bem criado, assim como todos os outros. Realmente me surpreendi com o final (e de pensar que eu estava com medo de o livro não me agradar), embora eu ache que algumas coisas deixaram a desejar.
No fim do livro, é contada uma história que faz muita diferença na busca do homem que mandou a carta, mas infelizmente, a história foi contada justamente no final, enquanto poderia ser mais bem explorada, e algumas coisas também não foram explicadas com muita atenção.
Enfim, é um ótimo livro, muito viciante e surpreendente! A escrita de Verdon é muito boa! Ele conseguiu criar ótimos personagens, eu realmente adorei o livro e recomendo! É um daqueles livros em que qualquer um pode ser o tal homem (literalmente, eu imaginei alguém super improvável). Uma pena é que o livro é bem curto, mas vale a pena ler.
 
Nota: 4/5


Resenha: Fortaleza Digital - COM SPOILERS

 
Olá novamente, livreiros! Venho trazer uma resenha do meu último livro lido, o Fortaleza Digital, do Dan Brown. Eu sei que é um livro bem antigo, de 1998, mas achei interessante fazer uma resenha dele aqui no blog. Lembrando que se você não leu o livro, não leia esse post porque ele vai estar recheado de spoilers que vão prejudicar sua leitura.
Aviso que essa é minha primeira resenha, então pode estar meio ruim, mas me esforcei para fazê-la.
O livro trata-se de uma ameaça digital: o supercomputador da NSA, (Agência de Segurança Naciona) e responsável por desencriptar códigos que são enviados no mundo inteiro, o TRANSLTR achou um código inquebrável e que pode levar o mundo inteiro a uma anarquia. Susan Fletcher, uma matemática, é chamada para procurar a chave que é capaz de decifrar o código, que chama-se Fortaleza Digital.
Juntamente com ela, David Becker, namorado de Susan, vai à Espanha para tentar pegar o anel que contém o código, que estava em posse do criador do Fortaleza, Ensei Takado, até ele morrer de um suposto ataque cardíaco. Porém Ensei tinha um parceiro, chamado North Dakota que que estava com a chave do código no momento e prestes a divulgá-la para o mundo inteiro. Também há outros personagens, todos muito bem criados, acho que os que tinham uma personalidade mais fraquinha foram justamente os protagonistas, Becker e Susan, por quem eu particularmente não nutri afeição.
À princípio, achei tudo muito confuso; a linguagem utilizada por Dan Brown tornou-se complicada, já que na maioria das vezes, eles se referiam à tecnologia, e quem é leigo nesses assuntos provavelmente passará por dificuldades se não ler as explicações atentamente. O início é bem desanimador, já que não temos nenhum reviravolta interessante, somente explicações enfadonhas sobre algo ou alguém.
No início, as partes com Becker são muito, muito enroladas. Ele está em busca do anel de Tankado, mas sempre está com outra pessoa. Parece até o Mário em busca da princesa, que sempre está em outro castelo, só que nesse caso, é Becker em busca do anel que está sempre com outra pessoa. Achei essas parte muito enroladas, parecem que foram feitas só para encher linguiça, além de um desperdício enorme de personagens super bem criados, como Megan, Meio-a-Meio, Rocío, Hans, que, como sempre, morrem após suas primeiras aparições.
Só no final que temos uma chuva de informações importantes e reviravoltas incríveis! Temos a primeira morte, de Phil Chatrukian, e que realmente me surpreendeu. Nossas suspeitas voltam todas para Greg Hale, que estava presente na morte do segurança, mas nem tudo é o que parece. Descobrimos que Strathmore é um assassino, que matou Phil, mandou matar Tankado, e também, Becker! Descobrimos que o vice-diretor era apaixonado por Susan e queria o Fortaleza para si. Realmente, um final muito "agitado", com muitas surpresas, eu não conseguia parar de ler só para descobrir o que ia acontecer em seguida!
É um bom livro, porém, com um início muito enfadonho e um final muito agitado. A escrita não é lá aquela maravilha, mas também não deixa muito a desejar, já que, se formos ver, Fortaleza Digital é o primeiro livro de Dan Brown, então tenha em mente que a escrita está mais fraquinha do que costumamos ver em O Código da Vinci e entre os outros best-sellers do autor.
Não é um livro que eu recomendaria para pessoas que gostam de escritas impecáveis, e sim, para quem gosta de um suspense de reviravoltas ótimas.
Enfim, é um livro interessante sim, bem interessante, mas Brown pecou nas informações inúteis e pecou mais ainda no excesso de termos científicos nas suas explicações, mas a trama é bem interessante. O autor também pecou no início do livro, ficou muito chato e enrolado para ler, mas o final realmente compensa toda a enrolação do início.
 
Nota: 3/5

Mundo Livreiro

Olá a todos que estão acessando o Mundo Livreiro!
A ideia de criar este blog surgiu primeiramente de mim, Lady Alface, juntamente com meu amigo Lord Drago.
Vamos trazer notícias do mundo literário; resenhas; comentários de alguns livros que estamos lendo (ou relendo) e algumas recomendações. Também contamos com as suas sugestões, críticas e elogios, com certeza vai ajudar o blog a crescer ainda mais e trazer mais conteúdo. =)
Enfim, agradecemos a todos que acessarem e que apoiarem o blog! =D
Abraços, Lady Alface!