
Olá, livreiros! Em primeiríssimo lugar, gostaria de pedir desculpas por não ter postado ontem (porque hoje é dia 13 já que é mais de meia-noite). O computador deu piti e travou legal, agora que finalmente resolvi os problemas dele. Ontem era para ser uma resenha só, desse mesmo livro, mas como deixei para postar hoje, talvez eu escreva outras resenhas a mais. Enfim, acho melhor começar logo essa resenha porque estou enrolando demais hoje.
Venho trazer para vocês o livro Anjos e Demônios, do Dan Brown, mas dessa vez, com spoilers, porque acho que é um livro que quase todo mundo leu. Eu também li com spoilers, então em certas partes eu não me surpreendi, então esse é mais um motivo de essa resenha estar com spoilers.
Anjos e Demônios conta sobre a primeira aventura de Robert Langdon, antes mesmo de O Código da Vinci, mas logo no início, parece que Brown voltou com aquelas informações inúteis de física na parte de quando ele chega ao CERN. Quem lê o livro está interessado em seu enredo e em história (ou pelo menos deveria estar interessado nisso, direi o porquê depois) não em detalhes de física.
Mas um ponto bom que deve ser mostrado é que os personagens estão bem mais construídos. Robert Langdon é um homem comum, que têm seus medos, mas não é aquele cara super inteligente que vemos. Ele conta com a ajuda de vários outros personagens que também têm grande participação na história. Vittoria Vectra é impulsiva; Maximillian Kohler, um homem gênio, mas totalmente cético e o camerlengo é um devoto fiel a Deus, mas não há só esses também, há vários outros que conhecemos no decorrer da história, todos eles muito bem construídos.
A narrativa está melhor do que em Fortaleza Digital. À princípio parece monótona, mas assim que acabam as partes (chatas) de Langdon no CERN, ela segue em um ritmo muito mais fluente. Achei extremamente bem construído o tempo: Dan soube utilizar muito bem o tempo no livro. O livro todo cobre dois dias, mas a narrativa segue fluente e realmente dá a parecer que foi mesmo dois dias, e não mais ou menos tempo.
A escrita também melhorou muito. Foram poucos os trechos que não ficaram bons na trama, o resto está ótimo, do estilo do Dan Brown. A escrita dele parece estar mais envolvente, com emoções muito bem descritas, assim como cenários, personagens, etc.
O suspense realmente é constante. Me surpreendi várias vezes, mesmo lendo o livro com spoilers do final. O ápice foi a revelação de que o camerlengo além de ter matado o Papa, contratado o Hassassin e marcado a si próprio - ou seja, ele era Janus e a marca "maior" era marcar a si mesmo -, ele era filho do Papa assassinado. Eu já sabia que ele era o vilão da história, mas me surpreendi com essa última revelação.
É um livro muito bom de ser lido, mas o início é meio enjoativo, com algumas explicações sobre física que creio que ninguém está interessado, afinal, é um livro que trata-se sobre história, não física e química. Acho extremamente interessante as partes históricas, mesmo que algumas sejam inúteis, mas eu me interesso por isso e acho muito interessante Brown tê-las colocado no texto, como a explicação sobre o Natal - que não afeta em nada a trama, mas são muitíssimas interessantes. Outro ponto negativo que eu acho foi no final - não, ele não está ruim, pelo contrário. Algumas coisas ficaram um pouco confusas, eu mesma tive que quebrar a cabeça um pouco para raciocinar corretamente. Também acho que a identidade do Hassassin que matou os quatro cardeais poderia ter sido revelada, somente por curiosidade mesmo. Acho estranho o fato de que um árabe veio, matou quatro cardeais, quase matou Vittoria e Langdon, e no fim, ele morre sem ser revelado, chega a ser um pouco desanimador.
Enfim, é um livro muito bom, realmente me surpreendeu bastante com várias reviravoltas de tirar o fôlego. Claro que algumas coisas poderiam ser melhoradas, mas não deixa de ser um bom livro.
Nota: 4/5
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